sábado, 24 de dezembro de 2011

Angola




"Angola é um país grande e belo" é uma frase que todos que frequentaram o sistema de ensino angolano no "tempo do partido único" conhecem. Nos anos da kitota, a mobilidade era complicada, apenas conhecia a minha Luanda natal, a vizinha província do Bengo e o Kwanza Sul. Hoje já conheço mais de Angola e não há dúvidas que o autor da frase "Angola é uma país grande e belo" foi feliz. A beleza natural de Angola, apesar de alguns atropelos do homem novo, é invejável. Depois do fim da guerra, há que investir na beleza artificial e daí é que surgem os atropelos no meio de ideias interessantes, no que se refere à construção de infra-estruturas e outras obras.

Mas reconstrução não é só betão e aço, há coisas menos visíveis e parece que é aqui que estamos a ter menos sucesso. As necessidades a nível de educação são muito exigentes financeiramente e se não existe vontade por parte do financiador-mor, isto é o Estado angolano, não teremos o sucesso que todos desejam no médio prazo. 

Para construção equilibrada da nação angolana, há que tornar prioritário o investimento em educação e infra-estruturas que ajudem a acelerar o crescimento económico fora da indústria extractiva. Na verdade estamos todos habituados a ouvir esta receita, mas parece que os remédios não combinam com o diagnosticado.